14/10/2013

||| ensinar os lugares da imaginação ou da inutilidade das coisas...


||| ... sim, isto foi o fim da minha primeira aula da manhã. os meus alunos haviam acabado de trabalhar quase sessenta minutos em criação de textos partindo do património e do jornal do dia [em breve apresentarei a metodologia de aula que comecei num post anterior]. todos temos memórias que não são nossas. mesmos os nossos alunos que podem ter, no máximo, um terço da nossa vida, das nossas experiências, do que vivemos. esta é daquelas memórias que temos, não a tendo. uma sala cheia de balões. para o desafio colectivo de não os deixar tocar o chão. e fazê-lo em conjunto. todos. um desafio que obriga todos a envolverem-se. só podiam sair da sala quando tivessem passados cinco minutos neste lugar de imaginação. sim. cinco minutos sem um balão tocar no chão. sim, cinco minutos de uma aula de uma hora e meia. não foi nenhum crime de lesa-pátria. e o que somos nós, professores, senão aqueles que, de candeia na mão podemos, em cinco minutos, iluminar o caminho duas vezes porque vamos à frente? porque transportamos connosco os sonhos que eles querem viver. e porque temos os dever de lhes dar as memórias que poucos o podem fazer por não saberem como, nem ter os cinco minutos que temos, mesmo ali à mão, para gastar... é o nosso dever. o nosso imperativo e isso é muito mais do que ensinar...