24/10/2013

||| o óbvio, o menos óbvio e o estranho...


||| ter atenção. percepção. compreensão. voltemos ao início. atenção. é como fazer um negócio. a negação do ócio. a atenção. ou não. é talvez o contexto que tem que mudar para que a atenção renasça. é outra das coisas que nunca tenho como garantida quando começo uma aula. não tenho como garantido que os meus alunos me darão a sua atenção. não tenho o dever de a conquistar. nem sou um romântico das perspectivas pedagógicas que acham que o saber e o conhecimento apaixonam por si mesmos. há um caminho, um processo, um desafio. não de captar a atenção. porque se assim for teria que ir de crescendo em crescendo de surpresa e espanto. que sendo instrumentos pedagógicos muito válidos o não são para a atenção. pelo contrário. provocam dispersão e falsa atenção, assim como, ao fim de pouco tempo, cansaço. chamo-lhe foco. focagem. concentração. todas as aulas, dois ou três minutos. ler em voz alta funciona muito bem. cria silêncio. gera, foco. cria, atenção enquanto concentração. enquanto pausa do momento de recreio terminado minutos antes. e nunca dou por garantido que tenha a atenção conquistada. são precisos passos e marcos no tempo para aula para refocar cada uma das pessoas ou mesmo o tempo de aula que tem o seu próprio ritmo. uma cadência. uma organização. e não basta ler em voz alta para construir um processo de atenção contínuo e continuado. é preciso ser óbvio. menos óbvio e até estranho. porque a atenção não é, de todo, um dado adquirido. é uma das coisas mais importantes de ser ensinada, treinada e construída. não é simples, mas isso é óbvio...