18/11/2013

||| a ilha onde as pessoas são todas pequenas...


||| ... nunca temer. nunca deixar de ousar. não são minhas, as palavras. são de maquiavel. e estou e pensar no que quero ensinar aos meus alunos. na próxima aula. ser professor é isto. nunca deixar de pensar na aula. correcção. nunca deixar de pensar neles. correcção. nunca deixar de pensar no que quero partilhar com eles. correcção. nunca deixar de pensar no que vamos partilhar na próxima aula. eu gosto da palavra aula. implica um momento específico. não um lugar. um momento com princípio e fim. e cada aula é mesmo um momento. uns mais fáceis e outros mais difíceis. e como professor faço sempre esta gestão. do grau de dificuldade. das etapas. dos marcos pedagógicos se quiserem um termo técnico. sim, porque dar aulas não é ir da um para a dois, da dois para a três... é definir um percurso. quase como uma viagem. onde sabemos em que momento parar, em que momento acelerar para ganhar tempo, em que momento apenas parar para descansar um pouco ou aquele momento em que se adivinha uma subida à serra mais difícil de aguentar. e por isso no início do ano lectivo faço um linha numa folha em branco. depois dou a primeira aula. vejo quem me vê. olho-os. não lhes faço um diagnóstico porque não sou médico. sou professor. desafio-os. vejo como superaram [ou não] alguns desafios simples. o tempo que levam a fazer as coisas, o ritmo da turma como um todo e dos alunos, um a um, individualmente. exercícios simples que são desafios a superar. terminada a aula olho para a linha em branco no papel. faço traços que representam as etapas a cumprir. eu como professor e eles como alunos. duas linhas semi-paralelas [se é que tal existe]. uma para mim, outra para eles. ao centro um círculo a intersectar as duas. os nosso momentos em simultâneo nas etapas desenhadas. penso sempre em três níveis de dificuldade para os desafios a criar. nível um - simples, nível dois - misto, nível três - complexo. e assim sei que aulas vou dar em cada momento. que grau de dificuldade vou aplicar em cada aula que tem, em si mesmo, um desafio. e jogo com isso como um elemento de treino da resiliência. se é complexo e trabalhoso? é. mas é muito divertido. e ao mesmo tempo muito gratificante. porque não vou da aula um para a aula dois. vou de desafio em desafio, para mim como professor e para eles como pessoas. um dia, no final do ano, as duas linhas semi-paralelas vão tocar-se [daí o termo não científico que usei]. num último desafio. conjunto. de dificuldade muito acima dos níveis que defini. mas um dia falarei disso. agora não que tenho uma aula para pensar...