19/11/2013

||| o homem dos braços longos que não chegam à lua...


||| ... numa escola há desculpas para tudo. para tudo não mudar. ou para serem cumpridas as coisas que estão determinadas. vamos fazer isto: ó não... é melhor perguntar se é possível. não é possível, não há condições, não há dinheiro, não há tempo, não há forma, não há espaço, não há indicações, não está no regulamento, não há interesse, não. ou então: é muito caro, é muito estranho, é muito arriscado, é muita gente, é pouca gente, é difícil, é complicado, é pouco urgente, é pouco importante, há outras prioridades, não. ó não... pior: vamos marcar uma reunião para ver isso. ó não! e desiste-se. não. nunca. faz-se. e depois perguntam: mas tinhas autorização? tinha, da minha consciência e da minha vontade. e como conseguiste? fiz, simples, fiz, somente. só tu! não. ó não... se o tempo dedicado a arranjar uma desculpa fosse o mesmo para fazer muito já se tinha feito. ó... só tu mesmo. e pronto. não saímos disto. saímos, porque fazemos. eu e eles, os meus alunos. vamos fazendo. é sempre muito mais simples deixar tudo como está. acho mesmo que vou levar um cartaz para a escola e colar na entrada a dizer: não se aceitam estas desculpas. e faço uma lista. quem arranjar estas desculpas tem que pagar um euro. ui... vai aumentar o orçamento da escola em muito... a mulher que desapareceu até hoje ao tentar voar à volta do mundo, essa personagem fantástica do mundo dos seres humanos, amelia earhart teve uma frase única que me regressa sempre à memória: a mais eficiente forma de fazer as coisas é: fazer as coisas. [e esta é uma história de vida que irei trabalhar com os meus alunos muito em breve]. por isso, cartaz, vamos a isso... fazer dinheiro com desculpas... ó não... se calhar vão arranjar uma desculpa para não poder colocar o cartaz... mas vou afixar às escondidas e dizer que foi o abominável homem das neves que por ali passou e o deixou. assim ninguém o vai tirar de lá...