06/11/2013

||| olá, boa tarde daqui fala a marta...


||| ... nesta fotografia há um objecto completamente inútil. chama-se livro de ponto. e ponto. e pronto. e apeteceu-me dizer isto. pronto. ponto. final. mas tudo isto para não começar logo por falar nesse objecto [para muitos vindo do inferno mais profundo] chamado telemóvel. pior. telemóvel e sala de aula. ui... o fim do mundo vem aí. não, não vem. na minha primeira aula a regra de ouro: telemóveis sempre em cima da mesa. como o meu. eu não uso relógio [nem eles] e por isso o telemóvel é o meu relógio. eu ando, feliz ou infelizmente, com o meu telemóvel para o todo o lado [como eles]. regra: sem som. regra: sem fotos ou vídeo se não tiverem autorização. de resto, lá está. como o estojo ou o caderno. e não incomoda. e não prejudica. e não é bicho de sete cabeças. e ajuda nas actividades que precisam de controlo de tempo. ou simplesmente para procurar um texto na internet. ou para escrever uma cábula [no bom e no sentido útil da coisa]. e por isso nunca percebi essa coisa estranha de ver num objecto todo o mal do mundo. a distracção não está no objecto. está no que não prende a atenção. ou em tudo o resto. um objecto é só mesmo isso. eu quanto era aluno [e até vim uma vez para a rua por isso] brincava com o estojo e desenhava nos cadernos para fugir das aulas que não me prendiam a atenção. não tinha telemóvel, não sou desse tempo, mas fugia na mesma. eram os objectos que tinha. nunca fui daqueles que defendem a proibição. defendo sim, a etiqueta [conjunto de normas e regras usadas em sociedade]. telétiqueta. também há a netetiqueta. isto é, saber usar. como usar. quando usar. gosto desta ideia absurda: telétiqueta para alunos e para professores... é estúpida. absurda. parva. gosto. uso e gosto. e pronto. ponto. final...