28/11/2013

||| tic, tac, tic, tac, tic, tac...


||| ... contemplei as maravilhas em silêncio. não tinha palavras para expressar as minhas sensações. a frase é do escritor júlio verne. na sua viagem ao centro da terra. tudo isto porque dei por mim a pensar no uso das tecnologias [principalmente o computador] no meu contexto de sala de aula. e pensei no meu percurso. cresci sem a sua existência. a tecnologia mais avançada na escola eram os slides ou os acetatos. depois surgiram as máquinas que transportaram a informação para outro nível. este nível. e fiz o percurso de contemplar a maravilha. achei que os mundos virtuais que emergiam podiam trazer algo de novo para enriquecer o meu espaço enquanto professor de história, área onde o universo da informação surge como primacial. quando andavam a falar de acesso eu falava de comunidade. quando falavam de comunidade falei de rede. quando falavam de rede desliguei-me. sim, apercebi-me que desde que comecei a dar aulas neste ano lectivo nem uma envolveu o uso deste universo virtual. vejo-o agora com a mesma importância de um lápis. como um recurso. mais um. mas estou atento. os meus alunos usam o acesso móvel em qualquer lugar. pelo telemóvel. e quando penso nisso penso na "aprendizagem em movimento". sou um atento e curioso professor que usa as tecnologia na medida do que e como quer ensinar. não como um fim em si mesma, mas como um recurso. mais um. e conversava um dia destes com um aluno no corredor pois ele tinha adquirido um telemóvel xpto. e expliquei-lhe que tenho uma vantagem. sou um adepto [embora não profundo conhecedor] de ficção científica. ler e ver este universo é como olhar para o lado de escrita do futuro que é antecipado por breves instantes. foi assim quando li júlio verne. é assim sempre que o universo do futurismo [e sou um futurista e tudo - "à lá almada"] no que ao futuro toca. foi assim quando a conversa resvalou para a identificação das pessoas pelo rosto. e curiosamente estava a ver uma reportagem ontem sobre uma nova consola de jogos onde somos automaticamente identificados pelo nosso rosto pois a máquina conhece cada detalhe da nossa forma humana. e como professor penso muito nisto. e falta neste uso em rede, em 2.0 ou 3.0 em qualquer terminologia moderna esse coisa que me importa um pouco mais do que a ferramenta que uso para ensinar: ética e humanismo. ui, tão velho que estou. tão velho como júlio verne que falava em contemplar. ou em não ter palavras para descrever o que sentia uma personagem. é este o meu estado de alma enquanto professor num mundo que vejo erguer-se para o controlo muito mais do que para a liberdade que quero ensinar seja com que recurso for..