27/11/2013

||| um, dois, três, diga lá outra vez...


||| ... das coisas simples. como contar uma história. ou simplesmente partilhar uma memória. não vem no programa. mas faz parte da coerência. e eu que sou a pessoa e o professor com mais defeitos de todas as pessoas e todos os professores que conheço tenho que reforçar esta ideia. num tempo de tão poucos significados, referências e identificações para os alunos o professor tem, antes de tudo, constituir esse baluarte de apoio à navegação no espaço da contemporaneidade que vá para além do conhecimento. se neste o professor tem que se centrar e centrar a sua prática também é verdade que o deve fazer no seu papel de actor num espaço único que é a escola. pode ser por via dos seus defeitos, das suas [im]perfeições ou mesmo dos seus talentos. mas este dar significado é algo de preciso no tempo que corre agora, para muitos alunos, sem um sentido claro. e se falamos [alguns falam] do regresso às coisas simples é por andamos todos a tentar encontrar esse significado e podemos levar os nossos alunos nessa caminhada. explicando, construindo ou identificando noções da realidade que lhes permitam vislumbrar o futuro. não há necessidade de regressar às coisas simples nem é lá que está a beleza do mundo. pode ser em algo imensamente complexo. por exemplo, quando olhamos o cosmos. o que importa é a imensidão de formas de dar sentido às coisas que procuramos e podemos encontrar em conjunto. e para isso é que precisamos desse regresso aos lugares de descanso da alma. os lugares que nos fazem sentido mais do que dão sentido à realidade. e como transferir isto para os alunos é um desafio de coerência num tempo e num mundo incoerente. um desafio que só um professor pode abraçar.