02/12/2013

||| não me venham pedir contas, não venham impor-me regras...


||| ... umas alunas ofereceram-me esta flor. começou assim o meu dia. as aulas. e reparei hoje numa coisa que já sabia. cada um dos meus alunos é verdadeiramente diferente. e que é um desrespeito tratar todos por igual. e isso faz-me precisar de os observar. de os respeitar, olhando para ver como cada um deles é. de que é feito. do que é capaz. e de puxar por eles, um a um, de forma diferente. pode ser só uma palavra. uma forma de falar com eles, um a um, por serem eles, seres humanos individuais. e estava a ver os resultados dos trabalhos feitos em modo de atelier no dia de hoje. os resultados. e cada um era um espelho. deles. como uma assinatura. como se fosse possível simplesmente identificar pelo traço do lápis de carvão a autoria. ou dos sons criados. das paisagens sonoras criadas. sim, a aula de hoje foi ensurdecedora. sons. uma fábrica da sons. e cada som criado, cada desafio superado tinha a assinatura de cada um deles. foi impressionante ver isto quando muitas vezes pensamos em estratégias de turma ou grupo. um dado simples, este. eles, turma. nós, professores. mas eles são eles. feitos de eus. cada um. quase seria possível traçar um perfil. um desenho de cada um. desde aquele que acha que aquilo não é para ele até ao que acha que foi pouco e podia ter sido muito mais. e isso é tão fácil de ser esquecido por nós cheios de coisas e mais coisas e mais coisas para tratar, fazer, preencher que nos esquecemos deles. não eles. eus. muitos eus. e isso hoje deixou-me a pensar...