10/12/2013

||| see what no one else sees. see what everyone chooses not to see...


||| ... estou a pensar que para a semana tenho uma coisa chamada "conselhos de turma". coisa. lembro-me da minha professora de filosofia do décimo segundo ano que me apresentou pela primeira vez a definição de coisa. chamava-se inês. curioso como passados tantos anos não me esqueci disso. da coisa. dizia ela que podíamos usar a expressão coisa na aula dela pois era uma definição filosófica. só não era permitido o etc... que era coisa de gente sem saber o que dizer. tenho reparado que o etc... tem desaparecido. é de todos termos tudo dito ou todas as certezas. eu não tenho. eu uso muito, etc... e tal. mas volto ao pensamento sobre os "conselhos de turma". acho que deviam mudar o nome para concílios. sim, porque na origem da palavra está a palavra união. e grupo de pessoas reunido. sinceramente até para os outros ficava mais bonito. vou ter um concílio de turma. e o coordenador ou director passava a ter um nome longo daqueles que enchem tanta gente de petulância. do género: coordenador de direcção do concílio de turma. isto num cartão ficava algo de soberbo. o que é que faz? sou professor e sou coordenador de direcção do concílio de turma. brutal. então é que ninguém os parava. qual director de escola qual carapuça. isso tem poucas palavras. bem... mas tudo isto para dizer que fui ao programa oficial que tenho que cumprir. sou professor de história a dar uma área transversal. e deparo-me com o próximo tema [ainda não encontrei um assunto no programa, só temas]. o sujeito bio-ecológico. que medo. quem é que escreve estes programas? o sujeito? mas está bem. gosto particularmente do bio-ecológico. então tudo junto dá uma coisa fantástica. quem é que inventa estas coisas? mas preciso de desenhar ideias, aulas, desafios. momentos. e o que eu gostava que fosse essa coisa chamada "conselho de turma" [que podia ser concílio de turma]? uma discussão de ideias. aberta. olhem, eu tenho que trabalhar este tema porque não me deixam trabalhar assuntos que é isto do sujeito bio-ecológico. e vocês? o que vão fazer. e trocavam-se ideias. articulava-se uma ou outra estratégia. mas acho que vou ficar pela ideia do que podia ser essa coisa que afinal é coisa nenhuma. mas não desisto. vou levar o meu problema [que é um assunto e não um tema] e vamos ver se alguém partilha comigo uma ideia. tentar não custa coisa nenhuma. e talvez um dia as coisas mudem e seja tudo isto uma coisa com lógica. haja esperança, força e futuro.