14/01/2014

||| do que não vemos sempre...


||| ... trinta pessoas. cada uma dessas pessoas tem um processo de pensamento. e cada um, enquanto aluno, tem um processo de aprendizagem. uma forma. um processo pelo qual, apreendem. aprendem. consciente ou inconsciente. não são uma massa de seres dispostos a aprender. nem uma massa de seres que aprendem da mesma maneira as mesmas coisas. e não estou a falar do interesse. estou a falar do processo de aprendizagem. e o teste é muito simples. observem uma estrutura complexa. esta, por exemplo. recriem, depois. um teste. há os que fazem perguntas. os que observam. os que copiam os outros. os que pedem opinião. o que perguntam como fazer. os que pegam nas coisas e começam a tentar. e reparamos nesse momento que não temos uma turma. temos trinta pessoas a pensar de forma diferente. a apreender a realidade de forma diferente. então porque imaginamos sempre que a mesma fórmula serve a todos? porque tem que ser assim. o sistema está pensado para ser assim. não há tempo nem espaço para isto. ou há? e preferimos não ver. não ver que há formas e fórmulas diferentes de aprender entre os nossos alunos? é tão mais fácil, neste modelo actual, dar uma aula à turma x, y ou z. e não aos alunos a,b,c,d,e,f,g,h... e isso traduz-se na linguagem. damos aulas ao oitavo a, b,c... e não damos aulas ao joão, à maria e ao fernando. e assim vamos. e assim nos iludimos que ensinamos. ou melhor, ensinar, talvez. talvez, somente...