15/01/2014

||| nunca percebi a diferença entre branco e cinzento...


||| ... eles olham para qualquer lado. trocam palavras. falam. esquecem-se que estão em aula. desenham uma coisa qualquer na folha de papel. que importam as invasões francesas num tempo em que não há invasões assim. é difícil explicar. não, não é. é a natureza humana. é por isso que os extraterrestres são seres vocacionados para a guerra ou o conflito. poucas são as imaginações que os colocam como seres pacíficos. fazer comparações assim é absurdo. sinto-me insultado na minha capacidade de reflexão. e as invasões francesas voltam. para explicar que fomos assim. ou que somos assim. não aqui. longe. mas isso não interessa. não pode interessar. roubámos o interesse pelo passado. são coisas que já foram. como todas as outras. importa o futuro. a tecnologia. a técnica. a explicação de como funciona é irrelevante. importa o que faz. o tempo de vida. o tempo de utilidade que substitui o tempo de vida. utilidade. sim, de utilização. o que faz, como faz. ah... já percebi. segue-se o desinteresse até novo objecto ser novamente o mais inovador. a solução para a atenção. mais um recurso. mais um invento. e o interesse, essa coisa estranha de se conquistar, fica esquecida. importam as coisas que ajudam. que superam esse instante de desatenção. e de tanta procura pela atenção, de tanto instrumento inovador criado, vamos de espectáculo em espectáculo. e perdemos a essência do interesse: a dúvida. o desafio de querer resolver um problema e não saber. e querer saber. mas isso não importa. importa estar atento. preferencialmente, em silêncio. e tudo será perfeito se assim for...