21/01/2014

||| o segredo está na experiência de quem amassa...


||| ... já referi aqui que vou, muitas vezes, consultar o programa oficial para me guiar. e não só o que dizem que tenho que cumprir. o dos outros. e recentemente li as alterações propostas para várias disciplinas. e também recentemente me desafiaram para orientar um momento de formação sobre metas curriculares de história. começo pela primeira coisa que me desorienta. alterar um programa não é actualizar. sempre achei necessário que os programas sejam actualizados. isto implica adequação, revisão e pertinência ponderada. alterar é outra coisa. e isto que está a ser feito nem alteração é. é não ter a mínima noção do que deve e pode ser um programa de uma disciplina [seja ela qual for] nos tempos que correm. não que o presente determine o programa, nem o interesse. falo da lógica. a lógica é o que dá razão a todo um percurso de aprendizagem. e é isso que é destruído com estas enxertias [não tenho outro nome] que estão a fazer. e depois, as metas. não sou pedagogo nem especialista em coisas que tais. sou um mero professor. que inventem tudo e mais alguma coisa, que mudem o nome das coisas, que achem que é válido chamar a uma coisa qualquer o nome de outra qualquer, acho tudo muito bem pois vende livros, dá para uns papers [como agora lhe chamam pois artigos já não serve] e pronto. mas é ver as metas [e este conceito não é destituído de visão político/educativa] para história e perceber o absurdo de tal coisa. não concordo, não compreendo, não aceito. e tal como o fiz com a avaliação, por muito que os tempos sejam complexos, não faz sentido orientar um momento de formação sobre uma coisa que não aceito como válida. ser professor não é nada disto. nem metas, nem enxertia de programas, nem descontinuidade. quem é professor sabe isso melhor do que ninguém. ser um professor actual num mundo de hoje não passa por aqui. passa até longe deste caminho. e é isso que me assusta. cada vez mais...