||| ... sempre ouvi dos meus alunos: fogo professor, é exigente. e sempre fui tido como tal. não. não faço "testes". muito menos os faço "difíceis". não é por aí. é por colocar neles a minha certeza e expectativa de superação de um desafio. espero sempre mais deles. e eles sabem isso. como eles, assim, conseguem o direito de esperar mais de mim e de cada aula. é uma troca. uma procura conjunta. eu sou tão exigente com eles como eles comigo. e nada passa por testes ou exames exclusivamente. é feito, no dia a dia, em cada aula. em cada trabalho criado para uma aprendizagem significativa. em cada proposta de superação. e a avaliação é uma troca. onde se deposita a confiança que se cumpriu um conjunto de propostas concretas. verdadeira e não alterada por um qualquer capricho meu ou deles. sempre fui um professor "generoso" nas notas como me disseram sempre. e repito sempre em resposta que cada nota era merecida. porque era conquistada. era partilhada nesse nível de exigência que é, também, expectativa de superação. por isso nunca ofenderia os meus alunos com um exame como o que foi proposto para história, no décimo segundo ano. se a estatística obriga ao sucesso e a política educativa quer mascarar resultados de uma estratégia errada é uma coisa. mas ninguém no sistema criado é parvo. nem nós, professores, nem eles, alunos. e quando se "facilita" com propósitos estranhos a uma lógica de superação e aprendizagem então estamos a enganar toda a gente. mais do que isso estamos a minar a confiança. qualquer professor, qualquer pessoa, com bom senso e bom gosto sabe isto. e quando se fala, em voz alta, no rigor e exigência e se transporta para o momento considerado quase "sagrado" esta estratégia de dar outros números aos números então percebemos que fazemos todos nós, em cada sala de aula, muito mais pela exigência do que qualquer deformado exame que apenas pretende assim, validar uma política educativa que falha a olhos vistos em cada dia que passa. sinto agora que sou, como cada um dos professores que fazem a escola, os guardiões de mais umas coisas. do "tal" rigor. da "tal" exigência. do "tal" conhecimento. da "tal" apredizagem. da verdadeira. sem outra qualquer razão obscura ou estratégia escondida. mais uma vez, o último reduto para o que querem destruir.
