13/06/2014

||| desta coisa do universo da imagem...


||| ... nunca escrevi aqui sobre isto. mas faz-me confusão. deve ser da minha natural reserva da privacidade. alguém me perguntava: que achas das fotos da turma que coloquei no meu facebook? e ajudas-me a escolher umas para o da escola? há aqui uma linha que traço. sempre o fiz e independentemente das opiniões continuarei a fazer. posso até [como até já partilhei aqui] tirar fotografias de alguns registos ou momentos que crio ou faço com os meus alunos. mas nunca os partilho identificados. isto é, em que seja possível ver o rosto ou qualquer elemento de identificação dos miúdos. não há, para isto, nenhum regulamento, lei ou norma. é o meu bom-senso a imperar. não o faço também para lhes falar do anonimato. e da importância do colectivo em detrimento do individual. já conhecem as regras. eles. e para mim são sempre muito claras. ofendida a pessoa que me pediu para rever fotografias lá fomos para as da escola. acho que falta mesmo uma lição de história. para perceber o que é público, privado e íntimo. e nos tempos que correm em que os miúdos partilham tudo: de um pé a uma tatuagem, de um gesto a uma foto em grupo, alguém tem que lhes dizer que há esferas na vida em cidadania. e quais são. e como funcionam. e quais são as regras de civilidade para cada uma delas. quando somos nós, professores, os primeiros a confundir essas esferas da vida colectiva estamos a deixar entrar no espaço da escola uma lição por dar. uma referência por criar. e hoje, depois de escolher algumas fotos, para uma instituição que é pública, lembrei-me disto.  pessoal. colectivo. público, privado e íntimo. isto falta "ensinar" à escola do presente e do futuro...