30/06/2014

||| desta coisa dos palpites...


||| ... estava a ler a entrevista ao expresso. naqueles cinco minutos de pausa para um café porque o meu tempo de atenção é mesmo pequeno. uma pessoa que foi ministra diz que os cursos vocacionais são uma limpeza social nas escolas. por serem aos treze anos. aos quinze já era outra coisa porque permitiram a conclusão de um ciclo de ensino. sempre disse que neste espaço não havia lugar à política. por isso, a minha visão será outra. nem bem nem mal. simplesmente isto. aquilo que salta aos olhos de qualquer um que nos últimos anos tenha estado atento. tudo [re]começou [eu sei, é voltar um pouco atrás no tempo] com os "planos de recuperação". coisa simples que se introduzia para alguns miúdos numa turma com mais dificuldades que todos os outros. depois vem o resto. as turmas de nível. não chegou. vamos meter o "empreendedorismo" ao barulho e a urgente "profissionalização" na escola que, vocação para o mercado de trabalho tem muito pouca desde as finadas escolas comerciais e industriais e onde uma oferta de escolas profissionais verdadeiramente preparatórias para o mercado de trabalho técnico ainda escasseia. lá surgem os cursos profissionais nas escolas de linha geral. e começa a exclusão dentro de uma escola que se chama inclusiva. não por vocação, mas tantas vezes por "comportamento" os miúdos que não "seguiam" a linha geral são empurrados para estas "ofertas". e criam-se diferenciações. há os do regime geral/regular. e os outros. os dos "profissionais". até nos professores isso acontece. ah... tens uma turma dos profissionais. daqui a ainda ser preciso mais uma solução foi um passo. é que a ausência de vocação dá na urgência de novas situações. surgem os chamdos pief's. e agora, indo ainda um pouco mais longe, os vocacionais. e pronto. os sistema descarta qualquer culpa assim. é uma escola inclusiva. vejam lá. até temos cento e trinta e duas ofertas para todos os públicos e todas as situações [o exagero aqui é propositado]. e dá-me vontade de responder a esta senhora que foi ministra que devia olhar e ver verdadeiramente a escola. quando me perguntaram para descrever a escola respondi: um polvo, perdido no labirinto do minotauro a quem raptaram o fio que o pode levar à saída. e não é com soluções de criação de mais uma "via" que isto lá vai. é mesmo criar uma linha, um fio, que nos leve a todos de a a b, com lógica, organização e coerência. com modernidade, inovação e resposta integrada. com lógica. a mesma lógica que falta, agora, a isto tudo...