||| ... raramente me "meto" nas disciplinas dos outros no que toca a exames. sento-me e olho para o de história, o meu reino e faço a leitura. todos os anos é assim, até porque, para o ano haverá mais um momento desses. mas este ano não resisti. andei a espreitar e a perguntar sobre os outros, até agora, realizados. fiquei [não vou dizer perplexo pois já não consigo atingir esse estado] mas com o nariz torcido quando vi num exame de história do décimo segundo ano um tipo de perguntas que uso no sétimo ou oitavo ano. deve ser mal meu. ou exigencia demais, então. acho que vou ter que trocar por perguntas para colorir, num próximo ano. estavam lá, no exame, perguntas que pedem para ordenar factos ou simplesmente ligar conceitos. e o resto? o comentário tem sido sempre o mesmo. mais fácil do que o previsto, dizem os miúdos [alguns, também não são todos] e a mesma coisa do lado de quem sabe fazer testes sobre o tipo ou forma das questões. eu creio que nem uma coisa nem outra está bem explicada. não se trata de ser fácil ou difícil. nem bem ou mal feito. é uma estratégia. não é a minha teoria da conspiração. é uma evidência que se torna clara se for preciso validar algo. e é. é preciso dizer que a estratégia desta política educativa até resultou. mesmo com menos recursos e com mais alunos por turma e com mais tempo de aulas e mais cortes em áreas não "nucleares" até se melhoraram resultados. e podemos, de facto, vir a ter esses valores embora eu, sinceramente, desconfie que assim não será ou não será tão claro como estão a pensar que vai ser. a razão? os miúdos estiveram a ser preparados para uma coisa que acabou por não respeitar as regras. mais uma vez. a volta perigosa nem está nos exames, de per si. está nos critérios de correcção. onde muitas vezes cabe tudo. e se forem bem lidos podem ver que é difícil fugir à penalização do não saber em detrimento do muito que cabe em cada coisa que era preciso, somente, repetir. creio que o mais perigoso disto tudo é mesmo este "aldrabar" das coisas. destas coisas que se notam e são evidentes. e são evidentes para todos. para os alunos, para nós, professores e para os educadores. é um sistema que usa estratagemas para conseguir validar-se quase num "auto-elogio" fúnebre. quem perde? todos. isso é que custa ver. todos perdemos.
