25/07/2014

||| deitar coisas ao chão...


||| ... fiquei com a expressão "escola sem muros" na cabeça. já uma vez escrevi aqui um disparate qualquer sobre isso. sobre o que se passa na sala de aula e ninguém mais sabe. é uma simples constatação de facto. as escolas são locais silenciosos. não de silêncio. mas silenciosos para fora. há quem diga que são depósitos de miúdos. quem diga que a função da escola é ensinar e da família [fora da escola] é educar. há quem diga que deviam ser comunidades mas são organizações. há quem diga muita coisa. mas esta ideia dos muros é ilustradora. de facto há um muro. há um fora da escola e um dentro da escola. sendo mundos "inter-comunicantes" não o são na prática. ou para além do óbvio. raramente se sabe de um bom projecto, investigação ou actividade criada numa escola. só quando, por casmurrice de uns quantos, isso ganha dimensão para ser uma notícia que passa. a constância da abertura é aqui algo que seria fundamental. o saber o que se faz. como se faz. porque se faz. porque uma escola não são só aulas, exames e avaliações. são conquistas diárias, projectos e dedicação de tantos. e desafio passa por transformar essa lógica da escola cercada por muros de silêncio e mostrar o que se passa em cada dia, em cada ideia. será difícil. cada vez mais difícil. mas será revelador para combater o medo instalado. o descrédito. a construção imaginada do que hoje é uma escola. só assim se pode construir e reconstruir essa imagem para a aceitação e credibilidade. e é urgente que isto acontece. para bem de todos os que habitam a escola nos dias que correm.