24/07/2014

||| destas coisas dos estrangeiros e das tecnologias...


"bbc interviewer: dr. poole, what's it like while you're in hibernation?
frank: well, it's exactly like being asleep. you have absolutely no sense of time. the only difference is that you don't dream."
in: a space odyssey (film)

||| ... a manhã foi passada na universidade de aveiro. se ando sempre numa relação de amor-ódio com as tecnologias a verdade é que isto se deve a outra dualidade. simples. a mestria e inteligência do carlos santos e do luís pedro elevam a minha relação com estas coisas. foi, no entanto, pela mão de procurar seguir a inteligência ímpar do professor antónio moreira que fui levado a descobrir estes dois seres [im]perfeitos. é que a tecnologia [digital e computacional], nos dias de hoje, para um professor deve ser tão natural como o uso da caneta. não sou daqueles que defende a divisão entre aqueles  que nasceram na era das redes sociais [e coisas que tais], dos outros. todos fomos apanhados no meio disso e tal como a invenção da bic [sim, a esferográfica] estar atento e perceber [e mover-se] no meio destas novas tecnologias é uma necessidade básica. mas, como sempre, acho que cabe a um professor, por muito inovador que seja pedagogicamente e no domínio destas coisas virtuais, ir um pouco mais longe. pensar. pensar o uso. pensar a lógica. pensar a estratégia. não é chegar e usar. ou ser ensinado a usar para ser uma utilização da "óptica do utilizador" como em tempos se usou. é mesmo o que, por exemplo, hoje se fez em duas horas e pouco. começar por pensar o que é preciso. como deve ser uma rede que sirva a escola e uma escola "sem muros". que reconheça o aluno como pessoa para além de estudante. e potenciar isso no espaço de escola. no real e no virtual. como o fazer. e também ensinar uma coisa que julgo fundamental. planear. definir uma estratégia. há um terrível hábito nestas coisas das tecnologias da moda: é pá, é giro: usem. o que gostei foi de ouvir estes dois pensadores da coisa dizerem como fizeram e o que estão a fazer. e mais do que isso. darem um desafio. vão, com papel e caneta. pensem. desenhem uma estratégia e depois voltem para o formato de ecrã. diriam uns que é uma estratégia pedagógica em modo "vintage". eu digo que é o que falta em muitas escolas e muitos, mas mesmos muitos, universos on-line que surgem e desaparecem como "panaceia" para o desinteresse dos alunos ou como sistema que tudo organizará. é por isso que o que hoje estes dois fizeram com um grupo alargado se revestiu de uma importância determinante. não é o sistema nem a plataforma, por muito boa e com milhares de recursos que possa ter, que vale por si. é a estratégia e o conhecimento científico, pedagógico e didáctico que o professor coloca no orientação do seu propósito de uso que determina o sucesso, utilidade e coerência de utilização da coisa em si. e é por isso mesmo que gosto tanto destes pedaços de tempo com eles. a tecnologia é filosofia. estava lá numa citação. e isso foi o que hoje aconteceu em duas horas e pouco. e ainda bem. venham mais...

[ver: aqui]