23/07/2014

||| a lógica nisto tudo...


||| ... fui dar um salto de leitor até à prova [aqui]. só para espreitar. e eis que me deparei com as entrelinhas. gostava de, um dia, ser mosca e assistir à criação destas provas e dos exames. imagino sempre um conjunto de pessoas em modo "governo sombra" a escolherem a melhor forma de passar mensagens escondidas para bom entendedor. mas isso sou eu que sou um adepto da teoria da conspiração. cá vai a leitura, nesse modo, da dita prova de avaliação de conhecimentos e capacidades. começa com a caneta. como o futuro é negro, assim também deve ser a tinta sob pena de não classificação. um elemento claramente exclusivo, por exemplo para mim, que não escrevo a preto. e depois o primeiro texto. lindo. adoro r. migueis e não podia ser mais bem escolhido. especado entre sacas de batatas e de arroz [se a asae sabe disto..] lá fui mergulhar no texto. fiquei logo parado na carestia. da vida e da política. já tinha percebido, logo ali, que era preciso dizer que a prova era culpa da crise. mas não era só isso. o sr. marçal estava lá. e ser republicano é aceitar a educação como motor de mudança. sr. marçal. engraçado. mas é teoria da conspiração a mais para já. por isso continuemos. e como está na moda o "sentados e calados" como modelo de disciplina, lá saltam ao meu olhar os "perigos de andar de boca aberta a dar «vivas»". é isso mesmo. obedecer caladinhos. e pronto. estavam abertas as hostilidades. não bastando desde já o texto de migueis vem o teatro. começa a ser usada a ironia. no clube de teatro. não se aguenta esta ironia simples e clarividente. é que já nem clube de teatro há quanto mais tempo para cinco crianças prepararem o auto da barca do inferno. ou então estou a ler mal. é que as horas a mais em português eram para isto. para os miúdos trabalharem o português de gil vicente. bem pensado. eu é que não estava a ver. agora estou iluminado. até o parvo lá anda. e ainda bem. está no local certo. e pronto. saltamos da irrealidade da coisa para o absurdo. o dia da raça é acompanhado agora pelo dia do patrono em que se joga... imaginem... bridge. em todas as escolas que conheço é um dos jogos favoritos dos miúdos. ups... lá estou eu atrás do tempo novamente. é que com a futura venda das escolas algumas vão tornar-se neste mundo onde as crianças vão jogar bridge numa conversa lógica sobre poesia enquanto fazem jogos em inglês. é mesmo isso. estou a ficar velho. e enferrujado. está visto. pronto. tudo se normaliza em mais uma pergunta. não fossem as "artes", definidas como coisa simples: as artes, serem um opção. mas nisso tudo normal. deve ser do hábito. e claro está avançamos para a salvação. "os mortos que existiam há nove anos, chegam agora vivos ao hospital". dizem que a cia tem um plano para os zombie. seria isso talvez que seria urgente estudar para esta prova? se tudo é assaz insólito esta escolha ainda mais. tudo nonsense até aqui. mas não é bem assim. lá estou eu desactualizado. deve ser uma mensagem escondida. daquelas sobre os horário zero. em breve ressuscitados. penso eu... devo estar a alucinar. já não consigo ver mais mas ainda faltam muitas perguntas. tenho que conseguir. continuemos. ups... ferroviários agora? que salto. dos mortos para os comboios. olha... nestes comboios ainda há classe média. curioso. nos verdadeiros só há primeira e segunda classe. deve ser no futuro. pronto... mobilidade. cá está, mais uma. o pessoal tem que se preparar para ir de viagem. bem pensado. assim o choque é menor. só esta questão dos bilhetes é que precisam rever não vá enganar quem pensa que há mesmo esse preço médio. e chego ao texto/entrevista do imenso josé cardoso pires [que deve estar a dar voltas por ter ido parar aqui]. e entra o surrealismo. não há regras. ó pá, então e a disciplina. ai que agora perdi-me. ah... é para a autonomia das personagens. já cá faltava a autonomia. pois. passando as escolas para as autarquias e para a autonomia da coisa lá se vão as regras. bem pensado. demorei a chegar lá mas cheguei. salto para a escola que guarda umas verbas para premiar alunos. nem vale a pena comentar. ou vale? e o mapa do metro e transportes. a lógica é a mesma da dos comboios. com uma diferença. há uma descriminação positiva para os professores de lisboa. hummm.... quer dizer que quem faz as provas anda pela capital. mais um bocadinho descubro a morada. gostei particularmente do picadeiro. mas a ironia das ironias chega com a pergunta dos certificados. tomem lá. o certificado não vale nada sem a prova. perceberam? tudo devolvido pelos serviços. pimba. não está no sistema on-line é o que dá. é que agora é tudo on-line. ainda não sabem? não podem passar na prova assim. e chegamos aos provérbios. toda a comunicação social ficou pelo galo. eu gosto particularmente do torto. é que esse sim, aplica-se, perfeitamente. começou mal e vai acabar pior tudo isto. não tem forma de se endireitar [por lá anda indireitar, ainda por cima]. e agora vou fazer uma adivinhação. acho que as pessoas que fizeram esta prova devem estar fechados no gabinete deste mil novecentos e noventa. é que os impostos ainda rondam os dezanove por cento. bons tempos. acho que a mensagem aqui é mesmo política. é preciso uma baixa de impostos para o pessoal todo deixar de andar baralhado. mas por outro lado, tudo somado, os impostos já passam o valor actual. será daquelas mensagens para depois dizerem: eu disse no dia dez que ia subir o iva. estava na prova... para terminar que já vamos longos, quem cresceu vinte por cento em investimento em educação? quem foi? o mundo está melhor assim. e para terminar uma homenagem a david justino. é bonito. fica sempre bem. e vice-versa, como está no texto. está tudo na paz do senhor. dos senhores. e ainda bem. não faz a família, faz a escola. e tudo isto era giro se não fosse uma prova. uma absurda e completamente abominável forma de excluir quem deseja um dia ser professor. tudo isto daria para rir se não fosse o seu propósito. por isso, não tenho vontade de rir. nem de sorrir. tenho vontade de dizer que tudo isto é um erro. maior. imenso. enorme.