28/07/2014

||| não é mais nada que um bonito ramalhete...


||| ... isto foi notícia [aqui]. passaram três dias. é simples. cinco por cento dos alunos recuperaram a matemática no sexto ano para um último exame. e trinta e tal por cento a português. com um modelo tipo americano de "aulas" suplementares e mais umas misturas de "estratégias" e coisas que tais. ainda recentemente li uma pequeno desabafo a chamar a isto de "embuste". não gosto da palavra e menos da lógica inerente. acho só que é uma ilusão desnecessária. porque é uma lógica compensatória. vou explicar. se com turmas com mais miúdos. sem menos possibilidade de apoios. sem capacidade de concentração de alunos e professores a viverem num estado de constante "fazer" e pouco de "pensar. com exames como "objectivo" e com uma escola a funcionar como uma fábrica é normal que os miúdos com mais dificuldades fiquem perdidos no "sistema". perdidos no sentido de não terem uma linha de rumo clara e definida que os apoie verdadeiramente. e depois "inventam-se" umas semanas para "recuperar" tudo o que devia ter sido feito ao longo do ano. nos estados unidos da américa havia as "summer classes". era o castigo de roubar o verão para aprender mais. para "recuperar". só com testes, sem exames no fim, mas a lógica era a mesma. nos anos oitenta. deve ter sido essa a inspiração para em dois mil e treze a coisa ter nascido cá. é do fuso horário. ou do absurdo de quem coloca tudo nesta lógica que que tudo são peças numa estatística e se esquece que o ensino e a educação são percursos. longos. demorados. e que precisam de mais do que umas "semana" para "recuperação". devo ser eu que estou errado. afinal os números só provam isso. que a recuperação foi possível. o pior é a balança. que pesa os que ficam fora do sistema ou perdidos neste [sendo uma maioria avassaladora] só porque, ao longo do ano, era impossível fazer mais...