01/07/2014

||| uma proposta demasiado inocente...


||| ... ó colega, mais vale lá ir para fora contar estrelas do que fazer isso... é impossível. isto foi há uns anos. nestas reuniões ditas de preparação para o ano lectivo que chegará. ideias, pediram. ideias, ou melhor, só uma ideia dei. para as "minhas" turmas mas que gostava de ver alargado numa lógica interdisciplinar [o que quer que seja que essa palavra ainda quer dizer de tão mal tratada que anda]. era só fazer um trabalho de investigação. palavra maldita. parecia que tinha dito um exorcismo colectivo ou um auto de fé em pleno recreio da escola. isso dá muito trabalho. ui. isso os miúdos não são capazes. eles nem escrever um texto são capazes. e pronto. o impossível estava criado. até eu ter dito alto aquela palavra era possível. depois, impossível. não por não ser possível, simplesmente, tornou-se por tanta justificação ou bloqueio criado. acabei por fazer com os miúdos. e com mais uns professores da turma de aderiam a uma espécie de insanidade que é colocar a investigação no centro do trabalho do professor e da escola. e lá se fez. e no final do ano submetemos "aquilo" a um concurso internacional e lá fomos ganhar a coisa. era um prémio e um dinheirinho para a escola. lá nos disseram que tinha corrido bem. mas assim um pouco a contragosto não fosse a ideia pegar. e hoje, passados quase uma dezena de anos dei a mesma ideia. a resposta: ó colega mais vale ir lá para fora contar estrelas do que fazer isso... é impossível. ainda bem. é sinal que se pode fazer. mas é também sinal que ainda está tudo por fazer. outra vez... maldita palavra esta da investigação num espaço chamado escola...