24/09/2014

||| da degradação da arte de ser educado...


||| ... provocação: esta gente, essa gente, que fala, passou pela escola. mas estou farto. cansado. exausto. de ouvir, todos os dias, falar das coisas da educação com palavras que não cabem na escola. nem no ser educado. em qualquer ser com o mínimo de educação. estou cansado de abandalharem isto tudo. de degradarem mais o que todos os dias tento salvar. porque não se calam? porque não remetem as considerações que não interessam a ninguém para os gabinetes, congressos ou comissões em que falam uns para os outros e tudo fica por lá. porque não se calam? porque continuam a empurrar o gozo para a escola. eu sei que é pelo desgaste que se retiram as forças. mas também é pelo desgaste contínuo que se conquista a raiva. e já chega. de tão mal tratar tudo isto. da altivez e do poder. da soberba. raios partam um povo que não sabe dizer não. raios partam, se não vou ver os professores dizerem não. é que já tudo é ultrapassado para além de todos os limites. horários refeitos três e quatro vezes, espaços por abrir, gente por integrar. mas nada disso importa quando alguém abre a boca no seu soberano lugar de palha e diz uma palavra qualquer que banaliza tudo. e a escola é o lugar oposto ao banal. devia ser. estamos a falar de educação. da mesma que falta a quem diz coisas embutidas de todo o espírito pleno do estapafúrdio completo para iludir as hostes. e caímos no banal. no ridículo. era só aí que faltava chegar. porque não se calam? ou falam entre paredes. ou vão para os montes gritar e esperar pelo eco. é que alguém tem que dizer a toda esta gente que há, na escola, quem saiba o que é a educação. e a boa educação. nem que seja no princípio básico das regras de cordialidade. e as palavras, ridículas, podem ter lugar em conversa de café. mas para a escola, na escola, não. e nem que seja isso, fica aqui escrito. não. é tempo de calar estas palavras. para e na escola. e dizer não. já chega.

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