12/09/2014

||| do ritmo das coisas lá em cima...


||| ... nunca percebi esta coisa de tudo dar muito trabalho ou ser muito complicado. na escola é sempre assim. ui... muito complicado. ui... isso dá muito trabalho. quando não se resume a um simples: não dá, é impossível. que vem acompanhado por um rol de coisas: porque chove. porque não há enquadramento [adoro esta expressão]. porque faz sol. porque são muitos. porque são poucos. porque ninguém adere. porque... é sempre assim. há uma coisa que os meus alunos sempre me dizem: fogo professor, para a sua disciplina é preciso trabalhar muito. não é muito. é só trabalhar. mesmo. os prazos são para cumprir e as coisas para fazer. e sim, é preciso pensar no meio disso tudo. fogo, professor mas é puxado. pois é. tem que ser. este é o vosso tempo. e o meu. o tempo que temos em conjunto. nele habitamos. nele, aprendemos. se assim não for o que é que eu estou aqui a fazer? se fosse assim tão fácil com tudo na escola... mas não é. o pior é enfrentar as coisas que sempre se fizeram. como se fossem moinhos de vento e eu fosse cavaleiro sem vergonha. sempre se fez esta visita. sempre se fizeram estas semanas abertas. sempre... sempre desde quando? antes disso o que se fazia? e depois disso o que se pode fazer? é quase como se o universo inteiro fosse explodir se não se for a este ou aquele museu e e for a outro ou se propomos uma coisa diferente para uma semana aberta. é curioso, isto. porque sou daqueles que acha que a escola deve mudar. deve ser agente de mudança e não de conformismo nem de conformidade. mas se tem que ser assim, que seja, mas só um bocadinho diferente. com trabalho. porque mudar, fazer diferente, dá trabalho, sim. mas essa devia ser a essência da escola. a mistura de ser linha da frente com o trabalho que isso dá. devia ser. talvez faça essa proposta. mais uma vez. para dizerem... ui... isso é muito complicado...