19/09/2014

||| é esquisito, só isso...


||| ... a mais b igual a c. ó professor, fogo, consigo não dá. a maria era daquelas miúdas giras. sim, daquelas terríveis. obstinadas. traquinas. inconformada. crescida já, porque é "do secundário". mas miúda. ó professor, então o que é que vai fazer? diga lá. fogo... não vou fazer nada. ó professor, eu até gostei de si, mas é impossível. nunca sei o que vai fazer. pois é, gerir o imprevisto é algo que vocês não sabem, não é. eu explico-te. vocês consideram sempre que nós, professores, temos sempre a mesma solução para os mesmos problemas. que agimos como vocês sabem que temos que agir. pois eu tenho um fusível avariado e não uso das mesmas coisas para gerir os dias. pois professor, por isso é que é impossível. pois sou. mas diz antes: imprevisto. não consegues prever o que vou fazer não é? é isso professor. pois. então pensa. vou-te dar uma coisa para leres. [tenho sempre uma cópia na mala de um resumo ilustrado]. toma. a teoria do caos, professor? sim. lê. vais perceber. e vais perceber que ser professor é estar aqui. e não ter uma fórmula mas muitas. pode fazer-te confusão. mas lê. depois falamos o resto. 'tá a ver professor! quem é que anda com estas coisas na mala! ninguém! é pá, gosto de si. mas você é impossível. dá-me cabo da cabeça. é que não se passa! imagina, maria, que vais ter um ano de te eu a dar-te cabo da cabeça. é bom sinal. é sinal que vai dar uso a essa massa cinzenta que aí anda. começas pela teoria do caos. e espera pelo resto que tenho na mala para a segunda semana de aulas. há mais. e lá foi ela a ler e eu a sorrir...

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