22/09/2014

||| educação sem rei nem roque...


||| ... [aqui] acabam os testes intermédios. diz a nota que dez anos depois de ter começado o "projecto". afinal, não servem o propósito para que foram criados. e pronto. mais uma. ainda vão descobrir que uma overdose de exames é contraproducente e vão emitir uma nota informativa a dizer: afinal, não cumprem, os objectivos para que foram inicialmente criados. e é isto. e isto tudo é tudo o que resta. dos erros nos concursos a erros de projectos com décadas estamos assim. é quase um estado de sítio ao contrário. e por muito que o professor faça tudo para que isso não entre na sala de aula e afecte cada momento, entra. porque se está a preparar para uma coisa e muda tudo antes até de se acabar de ler as regras do jogo. soa a estranho. soa a desaire. soa a falhanço. o pior é que "transpira" incompetência e falta preparação. mas é simples. porque a ideia é simples. os alunos estão ali para serem ensinados. os professores para cumprir o que se deseja que ensinem e como ensinem e pouco mais. a escola devia resumir-se a isto pela lógica com que tudo isto está "montado". e cada missiva enviada serviria para isso. para ajudar a ensinar. para procurar os "resultados". mas chegados ao momentos do roque, em que o rei se esconde entre os seus peões, sacrificando até alguns deles para salvação própria, reparamos que tudo isto nunca teve lógica. uma lógica coerente. preparada. profunda. teve uma estratégia que é outra coisa. mas em educação as estratégias são coisas que nunca funcionam. uma visão, uma certeza, uma ideia, uma lógica, sim. porque a escola ainda é o lugar do conhecimento e a esperteza é o lugar da estratégia. as duas não são compatíveis no espaço da escola. e fecho a porta da sala. quero que nada disto lá entre. dizendo como um dia ouvido: deixem-me trabalhar. mas desta vez, dito a sério. parem de brincar com a escola.

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