18/09/2014

||| não foi erro. foi incongruência...


||| ... do regozijo. há algo nele que me devora a alma, sempre. rematado com um "ahhhhh" sonoro. afinal... afinal... isto depois de um homem achar-se vestido de um devir histórico dizendo: é histórico, que perante os deputados um ministro diga que há incongruências numa conciliação de fórmulas. só tentar desmontar esta frase seria um erro. nem me apresso a fazer tal loucura. e depois o remate. vamos corrigir. não o erro, mas a incongruência. quem está, fica. quem não está, não fica prejudicado. os alunos, também não. e desculpem. e está feito. arrumam-se os papéis, levantam-se as hostes. e está feito. os louros ficam para cá para fora. afinal ele estava errado e nós certos. afinal... mas fica tudo resumido a um por cento. ainda dito no histórico pedido de desculpa por uma fórmula matemática mal interpretada. juridicamente, mal interpretada. ou juridicamente, mal aplicada. a culpa não é do matemático. é dos de letras. dos juridicamente, matematicamente, inconsequentes.  tudo se podia resumir a isto se um por cento não fossem milhares de pessoas. se isso não fosse tudo só uma ponta do iceberg. não, não estou contente por ver um homem que dirige a educação do meu país dizer "ups", houve um erro. desculpem. não fico contente com nada disso. nem nenhuma vitória assim tem sabor a qualquer coisa boa. tudo é um erro. não o um por cento mas os noventa e nove restantes, também. e quando já se prejudicou tanto e tanta gente, não há lugar a vitórias mas só a perdas. por mais difícil que isso possa ser de admitir. e sim. agora há que refazer tudo, como foi dito. soa-me que isso será pior a emenda que o soneto. justo, mas novamente injusto. certo mas novamente criará erros. ou incongruências. ou pior, injustiças. porque o que está errado não é a fórmula. é a política. mas essa seria, sim, uma desculpa a pedir, histórica. mas impossível.

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