20/10/2014

||| às vezes, o silêncio é o melhor...


||| ... ainda perpassa em alguns. a ideia do professor que tudo sabe. e que os miúdos, devem sentir isso. que o saber está deste lado. mas se há algo que se democratizou foi mesmo a fonte. as fontes. onde ir buscar a informação. e se informação não é conhecimento o mesmo se passa com as fontes. tantas e tantas vezes oiço: ó professor, e como é que sabe isso? e tantas e tantas vezes respondo que não fui ao google. fui a outro lado. a uma biblioteca. quando era da idade deles. e isso ficou em mim, aquilo que agora digo ali com a certeza dos deuses. e estranham. porque a informação teórica, julgam, é inútil. mas quando, perante um desafio prático é essa mesma informação teórica que me salva e que lhes apresento como resposta a validade da coisa muda. se há frase que detesto é mesmo a de que: se não está no google não existe. a minha resposta é que: ainda bem que há tanta coisa, mas tanta coisa que o google não sabe, nem sonha. e ainda bem que assim é. daria, talvez, para uma base de dados de informação milhares de vezes maior do que a santa caixa em branco com o traço a piscar. e o procurar, o tentar saber, o gostar de saber e de ter meios de criar novas lógicas, novas coisas, novas dúvidas, não tem igual. é talvez, por isso, que os meus alunos sempre me acharam antiquado. porque para mim um livro é tão importante como uma página da internet acedida em micro-segundos mas não lida, só por onde os olhos passam para encontrar a informação necessária. tal como o livro. mas há um diferença. o que fica. em nós. como conhecimento e não como informação que se descarta. estou velho. sou de outro tempo. do tempo das coisas que ficavam. talvez seja isso. ou não...

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