18/10/2014

||| desmembrar a escola ou o que desta resta...


“não é preciso ter olhos abertos para ver o sol, nem é preciso ter ouvidos afiados para ouvir o trovão. para ser vitorioso você precisa ver o que não está visível.” sun tzu

||| ... não estamos perante nada mais do que o tornar visível o que era perfeitamente previsto. e ainda não está tudo. um ministro sem poder. com uma política e uma legitimidade concedida. mas sem poder. o poder está na forma e na força de quem dá forma ao tempo e ao espaço. somos nós que concedemos o poder por muito que isto esteja esquecido. agora resta isso. recordar isso até ao limite da exaustão. a legitimidade é outra coisa. é um poder tomado. suspenso ou dirigido. e quando lemos a proposta de orçamento de estado para mais um ano em que a educação perde muito mais do que dinheiro percebemos a lógica disto. é que a legitimidade está lá gravada no conformismo em que aqueles que detêm o poder se reservam. se instalaram nos últimos tempos. acolhendo em medo o que lhes era mandado fazer. houve resistência. há resistência. sempre. e ainda bem. mas não chega. é preciso a sublevação. a revolta. nem que seja pelo acto que sempre defendo de desobediência. é mesmo o único que defendo. quando a escola é desmembrada como está a ser e será ainda mais no futuro próximo resta esse grito perfeito. não obedecer mais. não mais. porque é evidente o que acontecerá. mesmo que seja um plágio a afastar um elemento deste poder legitimado mas não legítimo, mesmo que já nem circulem nos corredores entrando por lados estranhos e saindo antes de todos para evitarem o apupo incomodativo, mesmo que tudo isso seja só um forma de dizer não, há uma urgência maior em desobedecer. e para isso não é preciso esforço. nem mobilização. é só olhar para a injustiça. e parar. parar de obedecer. parar de ter medo. parar e dizer não. não quero mais isto. não quero o fim da escola. não quero mais ser professor neste sistema que querem criar. e não fazer. só é preciso vontade. nada mais. mas uma vontade urgente. imensa. profunda. inquietante. que seja grito. maior. porque cumprir. sempre, sem pensar, questionar ou mostrar que ainda se pensa é legitimar o poder ilegítimo. urge, em todo o esplendor do gesto, desobedecer. pode ser que assim, percebam. pode ser que assim, ainda se salve alguma coisa... 

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