22/10/2014

||| enquanto tudo forem sombras...


||| ... não gosto do discurso dos professores que acham que sabem tudo. que a solução é óbvia. que numa reunião dizem isso incessantemente. e depois, a tal solução, é sempre uma coisa que não controlam. que está fora da escola. ou fora da sua esfera de actuação [falando modernamente]. às vezes, mas só às vezes, quando me apetece perder um pouco de tempo pergunto: certo, e agora, tirando tudo isso que não pode fazer o que vai fazer, de facto? e nada. geralmente, nada. a culpa é sempre do sistema. dos outros. do tempo, do vento, da chuva, dos pais, dos avós, dos tios, das condições, da falta de condições. há sempre algo que impede a actuação simples. o fazer para resolver. são as sombras. a culpa de tudo. sempre fora deles. sempre a arrastar a memória do que foram no esquecido disforme ser que os acompanha mas cuja culpa está sempre ali, longe. e há tantos. mas tantos. que vencer um ainda sabe bem. mas muitos é complexo. e então quando se juntam todos numa reunião é desesperante. porque a reunião, marcada, afinal é sempre culpa de alguém que a marcou. e ficamos por aqui...

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