16/10/2014

||| se é para isto mais vale não fazer nada...


||| ... e não entendi. e eles também não. o básico, senhor. explique o básico. não comece pelo complexo sem saber se sabemos o básico. a condição fundamental para abrir uma porta não é ter maçaneta, fechadura ou qualquer outra coisa. é estar fechada. não complique sem dar as bases. e o senhor falava numa palestra sobre tudo e sobre nada. eu olhava para os miúdos e pensava no que estavam a sentir. sem começar pela base. atirando lá para cima os conceitos. as "palavras caras". e as frases ditas, tantas vezes entre conversas inúteis a ecoarem na minha cabeça: a estes miúdos falta-lhes as bases. e pergunto-me se no acelerar dos tempos, contados em minutos, em cinquenta, cem ou mais minutos, quanto tempo dedicamos verdadeiramente a essas coisas simples. quase nenhum. o tempo é do programa para cumprir. e aquelas coisas, base de tudo, são atiradas para a inutilidade da conversa da falta de bases. como entender. como entender então uma casa construída sem o fundamento das bases. como se o simples e necessário fosse desprezado para as novas metodologias e estratégias inovadoras, todas eles complexas demais para quem [a quem] falta o simples. a base. o suporte. porque há tempo para "dar" tudo, menos isso. quando o senhor terminou de falar pensei nisso. eu não entendi tudo. eles também não. mas todos batemos palmas como se tal fosse simples.



Sem comentários:

Enviar um comentário