02/10/2014

||| três regras e três comportamentos na aula...


||| ... para além de [im]perfeito estou cada vez mais [im]correcto. parei a aula. tinha que os ensinar. tirei da mala um frasco. coloquei em cima da mesa. tirei a tampa. disse - há três coisas que vos vou ensinar hoje. uma, como se devem sentar numa sala de aula. peguei na cadeira e sentei-me. tirei uma foto. enviei para os emails deles todos ali, na hora. dois. falar alto é para chamar um táxi e não para chamar ninguém na sala de aula. o próximo a falar alto vai passar um dia a trabalhar num táxi. e liguei para o serviço de táxis [para uma combinação previamente feita] e combinei, em directo com o taxista as tarefas pesadas e chatas que teria que fazer quem não cumprisse esta regra. três. trabalhar em grupo não é um trabalhar para o grupo e os outros estarem mal sentados nas cadeiras somente a olhar para o cenário. quem não trabalhar em grupo e para o grupo vai apanhar bolinhas de papel até ao final da aula daquelas dos furadores que terei o prazer de espalhar no chão da sala e que terão que ser todas apanhadas e colocadas neste frasco. mas o frasco não está aqui só para isso. no momento em que eu colocar a tampa no frasco quer dizer que ultrapassaram os limites possíveis. isto é, fecho o frasco e vou-me embora. rematei com uma única coisa: gostei imenso de "ganhar" esta aula para que fiquemos em sintonia sobre o que fazer e como o fazer na aula. nesta aula que é nossa. por isso. agora, vamos lá trabalhar. cada vez estou mais [im]perfeito e mais [im]correcto. e ainda bem. funciona. e dá para dar um belo sorriso no final a olhar para o espanto instalado...

2 comentários:

  1. É preciso mesmo ser criativo e encontrar estratégias pedagógicas e educacionais
    para "abrir os olhos a certos meninos e ensinar-lhes as boas maneiras de convivência" mas por vezes, estas ideias são mal aceites porque fogem às regras habituais e muitos professores com ideias inovadoras e eficazes, sujeitam-se a processos disciplinares. E muitos para não arriscarem deixam andar...

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  2. Olá anónimo. São escolhas, de facto, e às vezes nada fáceis. Queremos ser coerentes e viver bem com a nossa consciência ou queremos ir "com a maré" e fazer aquilo em que não acreditamos? Ambas as opções têm consequências, boas e menos boas... :-)

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