12/11/2014

||| da nobreza do gesto de ensinar...


||| ... a escola já não é escola. mas ensinar ainda é ensinar. será sempre. e eu recuso-me a abdicar desse direito. o de ensinar. porque sou professor. por muito que todo o sistema me transforme num funcionário eu resisto. ensinando. porque não estou numa aula para entreter. porque pedagogia não é sinónimo de facilitar nem didáctica é sinónimo de divertir. porque não estou numa aula para dar, somente, regras de boa educação [e bom senso]. porque acredito, firmemente, que esta não é a sociedade que quero. nem na qual em que quero viver. e só pelo esclarecimento e o conhecimento se atinge a mudança. e a liberdade. e isso faz-se ensinando as coisas do mundo. as coisas que hoje, a humanidade, conhece. sou, por isso, talvez o mais indisciplinado de todos os professores. ensinar é a minha tarefa principal e tudo o que dela me desvie ou distraia fica para segundo plano. devia ser assim. para a escola voltar a ser escola. e cada professor, ser um "ensinador". seria bom...

1 comentário:

  1. Professore... Insegnante... Já dizia eu num com///vivências que os italianos têm estas duas palavras. Eu cá serei sempre insegnante, ensinante ou ensinador/ educador (ou educAmor). Professor é o que a tutela faz de nós. O professor "deles". O proletário. Esse eu não sei ser. Sou apenas o "meu" professor ensinante educador.

    Em inglês também temos os teachers e os professors...

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