04/11/2014

||| esconder para apagar...


||| ... como se tudo estivesse normal. deixou de se ouvir falar das escolas e o "início do ano lectivo". dos erros, lapsos, comissões disto e daquilo, do ministro e do ministério. ou o que se ouve já é eco. passou por entre os ecos. ou foi com as primeiras chuvas. retiram-se "para dentro". recolheram-se. o truque é antigo. mas desta vez, pontuado por remate: estamos no caminho certo, para fazer "manchete" num qualquer jornal ou numa qualquer moda "viral" de falar destas coisas do mundo. assusta-me quando assim é. quando se joga com a "comunicação" e a função para gerir as coisas do educar. e ouvia hoje numa rádio no meu caminho entre coisas que os "mercados da educação" e a "economia da educação" está em expansão. mas qual mercado e qual economia? a criada, pensei. diziam que era para ir vender para fora. para os países africanos que falavam ou falam língua portuguesa. mas cá, a venda começa com a destruição da coisa pública. para vender barato. para comercializar tudo. seja um caderno, seja uma escola. e empurrados nisto tudo vivem os professores, os alunos e todos a estes ligados. empurrados de cá para lá como se fosse simples que tudo isto fosse mais um mercado de troca. as pessoas por lugares. os lugares onde já não cabem pessoas mas candidatos. excluídos ou admitidos. como se tudo isto fosse normal. pelo silêncio até parece que é...

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