02/11/2014

||| perder o rumo...


||| ... cruzam-se as conversas. impossível isto assim, como está, na escola. o cansaço é já tão grande como no final de um ano lectivo. é o número de turmas. a burocracia que já se excedeu em excesso de si mesma. a inutilidade das soluções feitas e refeitas. tudo obsoleto. o material e algumas pessoas. o sistema em si. todo ele. o ver o óbvio. que a escola inclusiva exclui cada vez mais. seja pela forma, pela mentira que conta a si mesmo em nome de siglas inventadas sobre conceitos iguais: cef, pief, vocacionais. seja pela cultura social da ignorância. onde o exemplo é sempre aquele mais abominável pela estupidez de tudo. onde o comentário que educa é levado como ofensa ou castração do direito individual do crescimento da criança. e a escola fica por reinventar. cheia de gente com receitas para o fazer. com frases feitas de como o fazer. mas vazia na força para o fazer. atulhada de coisas. de circuitos fechados. de dirigentes que mandam, que não gerem nem coordenam. fazem cumprir. e isto diz só uma coisa. perdemos o rumo. as rédeas e o rumo. nós, aqueles que mais disto sabemos. aqueles de, de facto, disto sabemos. nós, professores, perdemos o rumo e as rédeas. e isso é assustador. verdadeiramente, assustador. porque agora, para as recuperar será preciso muito mais do que tudo o resto que foi preciso para chegar até aqui...

1 comentário:

  1. Se eu fosse professora era isto, muito provavelmente, o que sentiria.
    Teresa Ramalho

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