11/12/2014

||| vender a educação ou a municipalização da coisa...


||| ... começa sempre da mesma forma: as experiências-piloto. depois os argumentos. proximidade. justiça. rapidez. coerência e "resposta ajustada". e o tempo. que tudo é mais célere assim. e o respeito pela ordem instituída entre todos os agentes. actores. acho que agora há um termo mais moderno que advém das escolas terem passado a "unidades orgânicas". eu é que já não sei qual é. estou cada vez mais desactualizado nesta coisa de inventar termos para coisas que sempre foram o que são. faço já um ponto de honra. sou contra esta ideia de "municipalização educativa" num país sem qualquer cultura cívica e organizativa que seja válida. válida, considero, clara. transparente. não vou argumentar com a desnecessária "virtude do povo português" do caciquismo ou do compadrio pois não é o meu estilo e não é por aí porque nisso, como em tudo, a parte não reflecte o todo. vou pela lógica de escola que se deseja. que desejo, ainda. não se trata de "uniformizar" o que naturalmente é diferente. e por vezes isto (uniformizar e diferenciar) parece simplicíssimo mas não é. ou o contrário também é válido. defendo o que sempre defendi. que cada escola deve ter uma identidade. com isso, um plano e uma estratégia pedagógica marcadamente identitária e que os recursos humanos, docentes e todos os outros, devem ser seleccionados em listas nacionais, com critérios claros e precisos (e não desvirtuados por sistemas de avaliação "a fingir" ou outras coisas que tais). parece simples. não é. não é porque vender a educação é um mercado cada vez mais apetecível. apetece pensar que a "tutela" se pudesse, ficava só com o betão. e já nem isso. porque a lógica aqui é mesmo perniciosa. porque não é baseada na lógica da razão da escola mas sim no "passar" custos e estruturas de gestão. de passar o peso da máquina para outros. e se ainda, cada professor, não pensou nisto, é melhor pensar. está a chegar o tempo de ver o quadro todo e perceber que a escola está a desaparecer a cada dia que passa...

Sem comentários:

Enviar um comentário