01/02/2015

||| a escola não é uma repartição ...


||| ... esta ilusão de tornar municipal o que é nacional transforma a escola enquanto organização na escola enquanto repartição. tem um significado. passa de orientação a serviço. é mais um serviço municipal. perde estatuto. não que isso seja relevante. o estatuto não define a importância mas sim a função. de funcionamento. mas a ideia de ser um serviço assusta. não ao serviço de, mas um serviço para. a escola. retalhada, desfeita, descaracterizada passa de mãos. como uma coisa. perde importância. de tão estrutural que é passa a ser possível e passível de "transferência". como se fosse, em si mesmo, uma coisa. que passa de mãos. a escola. estamos a falar da escola. não o espaço. a escola, na sua essência. atiram-se para cima da mesa as ideias de proximidade, de orientação, de oferta de disciplinas integradas na lógica territorial. oferecem-se percentagens de tudo e mais alguma coisa. passam-se quadros de pessoal não docente de um lado para o outro. mesmo que as regras da lei não o permitam. mas do que estamos a falar é da escola essência e não da escola estrutura. transformada em coisa. pobres de espírito aqueles que transformaram tudo isto em coisa. em coisas. que podem passar de mãos. como se as pessoas não o fossem ou a escola não tivesse um espírito histórico e uma razão maior para existir do que aquela em que agora a transformaram. tudo isto, um erro. pesado demais. para além de tudo o erro. errado. banalizado. destrutivo... 


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