18/05/2015

||| falhámos todos...


||| ... vi, a cena do polícia que bateu no pai e no avô. vi o rosto do filho mais novo. pensei imediatamente: falhámos todos. salvou-se quem tentou olhar pelo rapaz. assustou-me que ninguém tivesse segurado o polícia que cegamente batia. a autoridade não é dada. é merecida. a roupa é só roupa. o que importa é que tudo é um acto humano. falhámos todos. porque todos os personagens desta cena vivem em sociedade. na mesma em que eu vivo. porque, certamente, passaram pela escola. porque era só um momento desportivo. não importa a razão ou a troca de razões. importa a violência, imposta como linguagem principal antes de todas as outras. seja entre jovens, seja entre adultos, seja com ou sem autoridade. é a imposição da selvajaria. sobre a razão. as pessoas estão piores. e o país também. falhámos todos. só espero que aquele miúdo não esqueça o que viveu. e seja um dia um homem com imenso poder neste país. e nos guie no caminho que o unia ao seu pai. por quem chorou em desespero. que ele seja bom. e mude o mundo. resta essa esperança no dia em que falhámos todos...

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